13 de maio de 2010

12 Pontos sobre o Turismo Sustentável em São Tomé e Príncipe

por Bruce Potter, da
Island Resources Foundation
para o Earth Institute, Universidade de Columbia




1.      Condições Atuais Infra-estrutura Geral

Em vez de competir por recursos em diferentes partes do país, a necessidade de estradas e ruas, água e energia para o turismo e para as comunidades locais são complementares.
2.      Proteção do Capital

Os gerentes-proprietários de “pousadas ecológicas” e resorts geralmente equilibram receitas e despesas, sem lucro nem perda, em operações diárias e obtêm seu lucro real quando vendem o hotel ou pousada depois de anos de trabalho. 

3.      Infra-estrutura Física: Água, Energia e Estradas

Há muitos planos e programas de desenvolvimento que citam a necessidade de atenção prioritária a essas três infra-estruturas básicas: água tratada, energia elétrica, e estradas e ruas adequadas.
4.      Abastecimento

Mais do que muitos estados insulares pequenos, São Tomé e Príncipe possuem rotas de abastecimento extremamente longas e difíceis, com grande exposição a vários problemas logísticos e econômicos, advindos da combinação de população pequena e baixa renda.

5.      Saúde

Obviamente há muitos grupos interessados e dispostos a assistir São Tomé e Príncipe no desenvolvimento do turismo, mas parece também que há uma necessidade de colocar as recomendações de tais estudos em uma avaliação mais realista sobre as oportunidades e riscos encontrados por STP nesses tempos difíceis.

6.      Riscos para o Turismo Malária

Há um risco generalizado de malária por todo o país, incluindo as áreas com maior
diversidade biológica e interesse para turistas que apreciam a natureza.
7.      Poluição das Águas Costeiras

A falha em reconhecer os riscos de poluição das águas costeiras ao redor de São Tomé é comum no planejamento de pequenas ilhas.
8.      Mudando o Foco de Marketing do Turismo

A prioridade dada ao turismo de natureza não tem sido muito realista no entendimento de necessárias mudanças nas estratégias de marketing.
9.      O Turismo e as Roças

Em sua maioria, as novas instalações turísticas provavelmente precisarão ser novas estruturas, em colaboração com as comunidades da área em que forem instaladas para suprimentos, mão-de-obra e amenidades culturais, mas não tão proximamente integradas às sociedades tradicionais de cultivo.

10.  O Ambiente Natural

Há muitos estudos dedicados aos elementos singulares do ambiente natural de São Tomé e Príncipe. (De fato, o desenvolvimento de um “perfil ambiental” abrangente para reunir os vários estudos sobre o meio ambiente local pelos investigadores dos centros de pesquisa ao redor do mundo é uma necessidade especial para São Tomé e Príncipe, o que pode servir para uma diversidade de propósitos de desenvolvimento, turismo e conservação.) As ilhas são extremamente ricas em espécies nativas sem igual, pois ficaram isoladas em meio ao oceano por dezenas de milhares de anos.
11.  Participação Comunitária no Turismo Sustentável

Projetos pequenos de turismo baseados em pousadas não funcionam a não ser que
tragam benefícios diretos e perceptíveis para as comunidades nos quais estejam
inseridos.
12.  Próximos Passos para o Desenvolvimento do Turismo em STP 

Há muita informação disponível em São Tomé entre os membros de sectores públicos e privados sobre os riscos e oportunidades para o desenvolvimento e promoção de um novo tipo de turismo. Esta informação precisa ser melhor organizada e compartilhada entre os atores principais para que se dê início a uma ação efetiva. 





9 comentários:

  1. Este trabalho está disponível em pdf no link: http://www.earthinstitute.columbia.edu/cgsd/stp/documents/turismo_sustentavel.pdf

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  2. Há que se perceber que a África de modo geral sempre foi um lugar atrasado e isto não mudará tão cedo, já que a maioria das pessoas nem se importam com estes países, iualdade entre raças pra mim é papo furado, tanto quanto era antes de 1888...

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  3. Sim meu querido Mauricio, mas se continuarmos com este tipo de pensaento pequeno é que nada mudará, e só pelo fato de termos pessoas se dispondo a vir aqui discutir sobre o assunto já se pode considerar um grande avanço.

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  4. Discurssões nunca faltaram, o problema é a hipocrisia de fingirmos nos preocupar, por isso que prefiro assumir de uma vez que não irei fazer absolutamente nada. Posso até ter achado este post interessante, mas no fundo nem eu nem você irá fazer algo realmente.

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  5. Caro Maurício, sinto lhe informar, mas o fato de ter aberto uma discussão tão acalorada em nossos leitores, fazendo com que estes reflitam sobre a realidade da África de modo geral, já é ter feito algo, portanto, não se preocupe, você já entrou para a história do nosso blog.

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  8. Olá a todos. Gostaria de contribuir com a discussão.
    Existem pessoas trabalhando sim. Não é pq alguns não acreditam e não fazem nada que deve ser uma regra para todos.
    Quando a gente se engaja neste mundo, vemos muita gente trabalhando pelo bem da humanidade, gente inclusive em caráter voluntário, mas ainda é pouco. Tem muita gente saindo da Itália, por exemplo, p ajudar voluntariamente Países africanos. Nem todos se corrompem, felizmente. Precisamos de um discurso de mais esperança e respeito, ao menos, vindo dos que "nada fazem".
    Sou psicóloga, brasileira, trabalho na Itália e coordeno as adoções de crianças brasileiras, quero abrir um espaço p adoções nessas ilhas agora, porque muitas crianças estão em estado de completo abandono e miséria, segundo relatos.
    A entidade em que trabalho na Itália sustenta também a distância mais de 500 crianças, incluindo Índia e Haiti e temos novos projetos.
    Um abraço a Raphaela. Parabéns pela iniciativa desta página. Gostaria de manter contato, estou pesquisando as condições destas ilhas, queremos ajudar.
    Meu blog: http://www.psicologiaeadocao.blogspot.com
    Entidade: http://www.adozionisenzafrontiere.org
    Quando trabalhamos para o bem de todos e acreditamos no valor de nossos ideais altruístas é que passamos a acreditar que no mundo também podem existir pessoas de boa vontade. A gente vê no mundo o que a gente vê em nós mesmos. Cintia Liana

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